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O endividamento das famílias brasileiras atingiu o patamar recorde de 82% em julho deste ano, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em média, 29,5% da renda mensal das famílias está comprometida com o pagamento de dívidas. Esse cenário impacta o momento presente dos brasileiros e também sua saúde financeira no futuro.
Em meio a números tão graves, vale destacar que a relação com o dinheiro impacta diretamente nossa qualidade de vida e bem-estar mental. Muitas vezes, a falta de controle de gastos gera sentimentos severos de ansiedade e insegurança no cotidiano.
Para debater essa situação que merece muito cuidado, o sexto episódio do “Visão Cast” reuniu Leandro Camasmie, atuário da Visão Prev, e Alex Jean Canuto, gerente de Investimentos da entidade. No bate-papo sobre “Saúde financeira e endividamento: impactos reais em nossas vidas”, eles desmistificam alguns tabus relacionados ao uso do dinheiro e mostram que o equilíbrio depende da transformação comportamental e do planejamento estruturado. A seguir, confira alguns dos principais pontos abordados na conversa.
Leandro Camasmie, atuário da Visão Prev, e Alex Jean Canuto, gerente de Investimentos e Finanças da entidade, falam sobre saúde financeira e endividamento no sexto episódio do “Visão Cast”.
O que é saúde financeira
Falar abertamente sobre dinheiro e controle do orçamento continua sendo um tabu em nossa sociedade. Essa barreira cultural impede o diagnóstico correto dos problemas e adia decisões estratégicas de poupança. “Muitas pessoas se sentem ansiosas quando o assunto é dinheiro ou têm comportamentos impulsivos em relação aos gastos. Por isso, precisamos aprender a lidar com esse tema de modo positivo e construtivo”, avalia Leandro.
Sentir medo de abrir a fatura do cartão ou checar o saldo bancário é um sinal claro de alerta. Evitar encarar a realidade das contas acumuladas apenas amplia o estresse psicológico e agrava a situação. Um bom controle financeiro consiste na capacidade de fazer (e manter!) boas escolhas e construir reservas consistentes, o que permite concretizar objetivos de longo prazo sem comprometer o presente.
“A saúde financeira passa pelo equilíbrio entre o que recebemos e as obrigações que temos com os gastos mensais, tanto fixos quanto variáveis. Fazer um acompanhamento constante de entradas e saídas é indispensável. Essa disciplina ajuda a entender quais são os pontos de atenção que precisamos ter em nossas escolhas”, pontua Alex. “Manter uma boa saúde financeira passa por ter autoconhecimento, criar uma reserva de emergência para lidar com imprevistos, se preparar para alcançar objetivos e realizar sonhos futuros.” Tem a ver, portanto, com planejamento e construção de hábitos saudáveis.
Atenção ao contrair uma dívida
As ferramentas de crédito podem contribuir em momentos de dificuldade financeira ou na compra parcelada de bens. Contudo, o uso incorreto desses mecanismos cria bolas de neve que sufocam o orçamento mensal.
“É necessário avaliar bem as taxas envolvidas, pois elas podem gerar uma grande dificuldade para retomar o equilíbrio posteriormente”, orienta Alex. O cartão de crédito, por exemplo, é o líder absoluto nos indicadores de endividamento no Brasil, sendo apontado por cerca de 85% das famílias como a principal modalidade de dívida, conforme pesquisa da CNC.
Acontece que a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão para pessoas físicas está acima de 442% ao ano, segundo dados do Banco Central referentes ao mês de junho. Para se ter uma ideia, a taxa Selic definida em agosto pelo Copom é de 14% ao ano. Vale, então, ficar atento ao alerta de Alex sobre a avaliação das taxas relativas a cada modalidade de crédito antes de tomar qualquer decisão!
Planejando o amanhã
O planejamento estruturado atua como barreira de proteção contra a ansiedade. Saber para onde o dinheiro está sendo direcionado gera alívio e fortalece a saúde mental. Nesse contexto preventivo, a previdência complementar destaca-se como um ótimo instrumento de longo prazo. Ela atua protegendo os investimentos contra a inflação e garantindo o padrão de vida após a aposentadoria.
A adesão a um plano de previdência molda o comportamento poupador. “No caso da Visão Prev, as contribuições mensais geram uma constância saudável e se somam à rentabilização do saldo, o que facilita a programação para o futuro”, comenta Alex.
2 vieses que sabotam seu bolso
Estudos de economia comportamental revelam que as pessoas são predominantemente emocionais em suas decisões financeiras. Com frequência, a racionalidade perde espaço para impulsos provocados pelos mais diversos estímulos.
“A economia comportamental se aprofunda no entendimento de como tomamos nossas decisões. Um exemplo são os vieses ou gatilhos que nos levam por caminhos indesejados na hora de fazer escolhas”, afirma Leandro. Entre eles, dois operam mais ativamente em nosso dia a dia: o viés da ancoragem e da aversão à perda.
Quer saber como eles funcionam? Então, confira o episódio completo com essas e outras informações muito interessantes que podem ajudar você a manter sua saúde financeira hoje e amanhã! Vamos lá?
Para ver, ouvir e aprender
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