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Mundo digital: como navegar com liberdade e segurança

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Viver conectado não é mais uma escolha, é a nossa realidade. Seja para conferir o saldo do banco, conversar com os amigos ou fazer pagamentos, o ambiente digital está totalmente incorporado ao nosso dia a dia. Mas como aproveitar essas facilidades sem medo de golpes ou exposição excessiva? Para ajudar você a refletir sobre essa questão (e se proteger melhor), a Visão Prev lançou, em setembro do ano passado, o Guia de Segurança Digital.

Como esse assunto tem muitos desdobramentos interessantes – e relevantes! –, o quarto episódio de nosso “Visão Cast” trouxe como tema a importância de navegar com liberdade e responsabilidade no mundo digital. No Mês da Mulher, Maria Olivia Canicieri, Compliance e DPO (Data Protection Officer) da Visão Prev, recebeu Lucy Engel, CISO (Chief Information Security Officer) de uma empresa, para uma conversa sobre como transformar a segurança digital em um hábito de autocuidado.

O tom do encontro passou longe dos termos técnicos e focou no comportamento. Isso porque segurança digital não significa travar a vida ou viver em estado de alerta constante. Significa ter as atitudes certas para viver com tranquilidade. É liberdade, não restrição.

Ninguém está imune

Um dos grandes mitos questionados no episódio é a ideia de que cair em uma armadilha digital é sinal de falta de conhecimento sobre tecnologia. Na verdade, os ataques mais eficazes hoje exploram o comportamento humano e não apenas as falhas de software. “Devemos ter a mesma cautela que usamos em nosso cotidiano. Não se trata de ter medo, porque o medo é paralisante, mas sim de tomar as precauções necessárias. O mundo está cada vez mais digital e precisamos ter tranquilidade para lidar com essa realidade”, explicou Lucy.

Muitas vezes, o ponto fraco não é a pessoa, mas o contexto estressante em que ela está. A pressa do cotidiano, a emoção de uma notícia urgente, a confiança em um amigo ou até a boa vontade de ajudar alguém são os caminhos preferidos dos golpistas.

 

Diversas fraudes – como uma ligação do seu “banco” sobre uma compra de valor elevado com seu cartão de crédito – são criadas para nos pegar desprevenidos. A verdade é que ninguém está totalmente imune e, por isso, é indispensável estar atento. Nossas senhas, por exemplo, são nossa identidade. Elas devem ser bem elaboradas, difíceis e jamais repassadas a desconhecidos. “Esse alerta não pode ser menosprezado.  Nós não trancamos a porta de casa e do carro? O cuidado com as senhas vai nessa mesma linha. O grande desafio é a responsabilidade com a efetiva proteção online”, destacou Maria Olivia.

O fato de estarmos sujeitos a um bombardeio diário de notificações e informações pode gerar um automatismo perigoso. Ou seja, de tanto precisarmos tomar decisões rápidas, acabamos agindo por impulso. É aí que mora o perigo de clicar em um link ou abrir um anexo suspeito sem, de fato, pensar no que estamos fazendo.

A postura profissional

No mundo do trabalho, a segurança da informação deixou de ser exclusividade da área de TI para se tornar uma competência esperada de todos. Para empresas como a Visão Prev, que lidam com dados pessoais sensíveis, essa cultura é primordial. Como alertou Lucy, “segurança tem que ser parte da estratégia, inclusive no que diz respeito aos parceiros e terceiros com os quais nos relacionamos em nosso trabalho”. É um compromisso de todos para salvaguardar a todos.

 

Contato humano

“A tecnologia, o virtual e o digital vêm derrubando barreiras já que a ideia é que estejamos todos conectados. Isso é muito bom, mas precisamos entender os riscos que vêm junto com essa expansão”, comentou Maria Olivia. “Uma boa analogia é quando estamos no cinema e entra aquele aviso sobre as saídas de emergência e os extintores de incêndio. Isso não é feito para nos apavorar, mas para que estejamos conscientes dos riscos e saibamos como agir corretamente.”

 

Um alerta fundamental feito no videocast é para a importância de não trocar o contato humano pela tecnologia. Mesmo com todas as facilidades digitais, a interação entre as pessoas, o famoso “olhos nos olhos”, segue sendo um valor essencial que não pode ser perdido. Afinal, a tecnologia foi pensada como uma ferramenta para aproximar as pessoas, não para afastá-las.

 

Privacidade

Outro aspecto relevante é o consentimento digital. Pedir para postar uma foto em que outras pessoas aparecem ou perguntar se pode compartilhar um áudio são atitudes que constroem confiança. Para Lucy, a privacidade é um valor inegociável que deve ser levado em conta em todos os momentos. “Não apenas a minha, mas a de todas as pessoas! É preciso refletir sobre o que e por que postamos nas redes sociais. Isso é exposição em ambientes abertos, públicos e sem controle. Tudo demais faz mal!”, advertiu.

O encerramento do videocast traz uma visão otimista. Embora a tecnologia avance rapidamente, os comportamentos humanos necessários continuam sendo os mesmos: curiosidade, atenção e respeito. Ao adotar hábitos seguros, deixamos de ser reféns do medo ou do descaso e passamos a ser donos da nossa jornada digital!

Dicas para se proteger

  1. Nunca clique por impulso. Pare, respire e avalie a mensagem por, pelo menos, 5 segundos antes de qualquer ação.

  2. Golpistas usam frases como “sua conta vai ser bloqueada” ou “oportunidade única agora”. Se é urgente demais, a chance de ser golpe é alta.

  3.  Antes de compartilhar um dado, pense se você faria isso em voz alta em uma praça pública.

  4. Cuide de suas senhas com muita dedicação. Evite combinações fáceis, previsíveis e repetidas.

  5. Compartilhe o que você aprende sobre segurança com seus amigos e familiares de todas as idades. A proteção digital depende da troca de informações.

Para ver, ouvir e aprender

No quarto episódio do “Visão Cast”, Maria Olivia Canicieri e Lucy Engel falam sobre segurança nos meios digitais. Esse episódio do “Visão Cast” está disponível em nosso canal no YouTube e no Spotify.

O que a Coreia tem a nos ensinar?

“Coreia em contexto: cultura, curiosidades e sociedade” é o tema do terceiro episódio de nosso “Visão Cast”. Nele, Guilherme Pontes, analista contábil, conversa com o Lucas Kim, analista de Investimentos da Visão Prev, que foi aprovado em um programa de mestrado em Financial Economics e passou oito meses estudando na Coreia do Sul. Confira em nosso canal no YouTube ou no Spotify.

março de 2026