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Programa Educação Financeira nas Escolas pretende alcançar 25 milhões de estudantes

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Em agosto de 2021, o Ministério da Educação (MEC) lançou, em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o programa “Educação Financeira nas Escolas”, que tem como objetivo disponibilizar aos professores cursos gratuitos para fomentar esse tema nas escolas públicas (municipais, estaduais e militares).

O foco é desenvolver uma cultura de planejamento, prevenção, poupança, investimento e consumo consciente entre os jovens dos ensinos fundamental e médio, permitindo, com isso, que eles tenham mais capacidade e autonomia para gerenciar seus recursos desde cedo.

A expectativa do MEC é capacitar 500 mil professores em 3 anos e, desta forma, alcançar mais de 25 milhões de estudantes.

Previsão anual de professores capacitados

Fonte: MEC

Para se ter uma ideia da relevância do tema, de acordo os dados de 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o grau de educação financeira da população brasileira, inclusive nas escolas, é bem abaixo do desejável.

Além disso, o relatório do Banco Mundial sobre o projeto piloto realizado em escolas públicas, constatou os seguintes impactos positivos:

  • Aumento de 1% no nível de poupança dos jovens que passaram pelo programa;
  • Início de hábitos de organização e controle:
    • 21% dos alunos passaram a fazer uma lista dos gastos mensalmente;
    • 4% dos alunos passaram a negociar preços e forma de pagamento ao realizarem uma compra;

Isso sem falar nos benefícios de ter este assunto como pauta nas conversas familiares.

Como a Educação Financeira pode ser integrada à matriz curricular?

A ideia é oferecer conhecimentos básicos sobre finanças de forma interligada a disciplinas como matemática, filosofia, história, geografia, etc., abordando temas como história das moedas, usos e avanços, consciência da compra, contas do cotidiano, impacto do consumo no meio ambiente, planejamento, orçamento individual e familiar; poupança e investimentos.

O programa conta com diversas ações disponíveis na plataforma online, como materiais para docentes, links das normas do MEC, regulamentação da formação de professores e diversas publicações de parceiros sobre educação financeira e assuntos correlatos.

Além disso, contará com algumas parcerias para viabilização de ações, como E-learning (curso online) desenvolvido pelo SEBRAE, ações previstas na Olimpíada Brasileira de Educação Financeira desenvolvida pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e outras envolvendo ANBIMA, B3, PLANEJAR, SEBRAE, SICOOB.

Haverá, ainda, uma rede de especialistas para orientação pedagógica e acompanhamento do projeto, prêmios aos professores que concluírem a formação e grupo no Telegram para fomentar compartilhamento e interação.

Para mais detalhes, consulte a plataforma do programa.

Para mergulhar um pouco mais no público deste universo que estamos falando, confira um vídeo descontraído sobre as principais dúvidas que os jovens têm sobre o tema “finanças”:

Benefícios do ensino de Educação Financeira para os jovens:

Segundo um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 46% da população teve a renda reduzida no ano passado e o número de brasileiros endividados bateu recorde histórico em abril de 2021. Tudo isso trouxe um alerta importante sobre os benefícios que a educação financeira traz, especialmente para jovens e crianças. Confira alguns destes benefícios:

  • Planejamento financeiro mais estruturado;
  • Gestão das finanças pessoais;
  • Consumo consciente e redução de desperdícios;
  • Investimento de maneira mais segura e correta;
  • Elevação do nível de conhecimento para futuros investidores;
  • Aumento na proteção contra fraudes e golpes relacionados às finanças;

Veja também dicas para básicas para orientar as crianças sobre educação financeira.

Curiosidade: Países que mais investem em Educação Financeira

  1. Estônia
  2. Finlândia
  3. Canadá
  4. Polônia
  5. Austrália
  6. Estados Unidos
  7. Portugal
  8. Letônia
  9. Lituânia
  10. Rússia

** 17 – Brasil

Fonte: Ranking de competência financeira do Pisa 2018.

Incentive a educação financeira

Ter uma boa educação financeira permite uma melhor relação com as finanças. Com isso, surge também a consciência sobre a importância de se investir no futuro.

Na Visão Prev, é possível planejar o futuro por meio da adesão ao Mais Visão, plano aberto aos participantes e seus familiares de até 3º grau, como filhos, sobrinhos e netos. Sabia mais sobre este plano clicando aqui.

Incentive a conscientização das crianças e jovens e contribua para a independência financeira! Planejamento financeiro, gestão das finanças e investimentos são temas fundamentais que devem ser apresentados desde a infância.

Faça sua parte!

maio de 2022

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