Receber novidades

Visão Educa

Política Monetária: a chave para a estabilidade econômica

A+ A- Baixar
PDF

Inflação, taxa de juros, emprego e renda: todos são termos que vemos constantemente nos jornais e na televisão. Eles estão associados e são fortemente impactados pela atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. É o Copom que toma as decisões acerca do nível da taxa de juros, de modo que ela seja compatível com uma economia que gere empregos e aumente a renda do trabalhador, mas sem criar pressões inflacionárias.

 

Na prática, isso significa que o Comitê utiliza uma série de instrumentos para garantir a estabilidade do poder de compra da moeda brasileira e fomentar o desenvolvimento econômico do país. E o método mais comum de atuação é por meio da definição da meta da taxa de juros, a taxa Selic.

 

 

Equilíbrio econômico

Maílson da Nobrega, ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Econômica, abordou esse tema em profundidade no Boletim de Investimentos de julho da Visão Prev. “A taxa Selic pode ser estimulativa, quando o potencial de crescimento do país não está sendo aproveitado na sua máxima extensão, existindo um diferencial entre o PIB efetivo e o potencial. Pode ser neutra, quando o hiato do produto é adequado para conter riscos inflacionários, e pode também ser restritiva, quando o hiato do produto está fechando ou está fechado e, portanto, são geradas pressões inflacionárias”, destacou.

 

Dessa forma, o Banco Central tem papel fundamental no equilíbrio econômico do país. Isso ocorre seja pelo lado estimulativo, para impulsionar o crescimento econômico, com aumento da oferta de moeda na economia, ou pelo lado restritivo, para frear pressões de preços que possam destruir o poder de compra e desvalorizar a moeda brasileira.

 

É importante lembrar que o Brasil tem, desde 1999, o sistema de metas de inflação. O Conselho Monetário Nacional define, anualmente, a meta de inflação que deverá ser perseguida pelo Banco Central. A intenção de tal regime é coordenar as expectativas do mercado financeiro e ser um método de transparência da Política Monetária.

 

 

A Política e os investimentos

Maílson lembrou que “a Política Monetária se reflete no mercado financeiro de forma direta, pela influência que exerce sobre as taxas de juros do mercado, onde aumentos na Selic levam a um aumento do crédito do sistema bancário e do mercado de capitais, e de forma indireta, pela confiança que gera no mercado, mostrando-se consistente com o objetivo de manter o equilíbrio da moeda”.

 

Portanto, podemos ver que há um efeito direto da Política Monetária sobre os investimentos e sobre o mercado de capitais de maneira geral. Isso se reflete na rentabilidade dos ativos, em função das expectativas futuras sobre o nível de juros e o desempenho geral da economia.

 

Neste vídeo exclusivo gravado para a Visão Prev, Maílson fala também sobre o que esperar da Política Monetária nas principais economias globais após os inúmeros estímulos realizados e qual a sua percepção sobre a atuação dos bancos centrais. Vale a pena conferir!

 

setembro de 2021

Deixe um comentário

Ou acesse com:




Preencha seu e-mail
e receba novidades!

Fique por dentro das tendências
ligadas à independência financeira,
qualidade de vida e muito mais!

Enviado com sucesso