A Visão Prev utiliza cookies para acompanhar os acessos e o comportamento dos usuários no site, melhorar a experiência de navegação e, eventualmente, para fins publicitários. Ao seguir navegando, você concorda com a utilização desses dados. Caso prefira, consulte nossa política de privacidade, clicando aqui
A economia está sempre sujeita a oscilações nas mais variadas frentes, tanto no que diz respeito ao cenário nacional quanto às movimentações no exterior. Por isso, nossas Políticas de Investimentos operam com intervalos de aplicação nos diferentes segmentos definidos para cada plano e perfil de investimento. Assim, é possível ajustar as alocações conforme as oscilações de cada momento.
Além disso, anualmente, o Comitê de Investimentos da Visão Prev revisa a Política de Investimentos de todos os planos e, se necessário, recomenda alterações que visam a maximização da relação risco-retorno, a proteção e a diversificação dos portfólios com base em cenários prospectivos que consideram premissas domésticas e globais. As recomendações propostas para o próximo ano foram analisadas e discutidas pelo Conselho Deliberativo que aprovou as mudanças a serem implementadas a partir de 1º de janeiro de 2026.
Os cenários esperados
O objetivo da Política de Investimentos será fortalecer a estratégia de diversificação, com foco em alternativas que contribuam para a melhoria da relação risco-retorno no longo prazo. Isso inclui a consideração de ativos com menor correlação, visando reduzir a concentração em fatores de risco domésticos e aumentar a resiliência da carteira frente a diferentes ciclos econômicos para o período de 2026 a 2030. Em relação aos cenários prospectivos, foram avaliados os seguintes aspectos:
Internacional:
Possíveis impactos das políticas comerciais do governo dos Estados Unidos sobre a economia global no comportamento dos juros e da inflação;
Hipóteses de efeitos institucionais mais expressivos caso se verifique a perda de autonomia do banco central norte-americano por pressões políticas.
No Brasil:
Dificuldade de implementação de medidas fiscais caso sejam observados efeitos mais expressivos do ambiente global;
Hipótese de aumento de subsídios por parte do governo, o que pode prejudicar o equilíbrio fiscal e a eficiência da política monetária, enfraquecendo o crescimento do mercado de capitais;
Banco Central com manutenção de uma política monetária mais restritiva no horizonte até 2027 (pós-eleições) em meio à necessidade de contrapor o quadro de expansionismo fiscal e desancoragem das expectativas de inflação;
A possibilidade de revisão da meta de inflação a partir de 2026 pode influenciar a condução e os resultados da política monetária, afetando o equilíbrio entre medidas restritivas e expansionistas ao longo do período.
As mudanças definidas
1. Aumento do ponto médio das bandas de alocação em Investimento no Exterior, com contrapartida em CDI (troca de risco local por risco global), nos perfis Moderado e Agressivo:
O objetivo é a diversificação geográfica e setorial, através do índice MSCI ACWX (índice global de ações sem os Estados Unidos), além da alocação já existente em S&P500, uma alocação de 65% S&P 500 e 35% ACWX, sintetizando a composição do MSCI ACWI (índice de ações global abrangente). O modelo de Cenários Prospectivos aponta um incremento de retorno nos cenários base e otimista quando se considera uma maior alocação em Investimento no Exterior.
Também se decidiu pela manutenção do hedge cambial para o segmento no Exterior, isto é, a alocação no segmento se mantém sem exposição à moeda (dólar), analisando as seguintes hipóteses: 1) maior probabilidade de manutenção do enfraquecimento do dólar frente a outras moedas; 2) o diferencial de juros, considerando a Selic ainda em patamares elevados, deve se manter atrativo.
2. Aumento da parcela de IMA-B5 no perfil Agressivo Renda Fixa Longo Prazo:
A Visão Prev utiliza um modelo de Retorno Real que sugere uma expectativa de melhor resultado para o perfil por meio de maior alocação em IMA-B5, com contrapartida em CDI. O modelo de Cenários Prospectivos também mostra uma expectativa de retorno levemente maior com o aumento da alocação em IMA-B5.
3. Diversificação no segmento de Estruturados para os perfis Moderado e Agressivo através da alocação em fundos de Capital Solutions (soluções de capitais), sendo que esse segmento pode abranger fundos multimercado, long biased e programas de investimentos alternativos que, pela Resolução nº 5.202 do CMN (Conselho Monetário Nacional), consomem os mesmos limites de exposição.
O objetivo é aumentar a diversificação dessa parcela com investimentos em Capital Solutions sem alteração nas bandas totais para o segmento. Assim, os limites para o segmento de Estruturados definidos na Política permanecem os mesmos – ou seja, de 0% a 13% para o perfil Moderado e de 0% a 20% para o Agressivo.
A estratégia de Capital Solutions funciona como um investimento alternativo que busca gerar retornos financiando empresas de forma customizada e utilizando instrumentos sofisticados de dívida estruturada. Os fundos de Capital Solutions são administrados por gestoras especializadas que buscam alto nível de diversificação para o portfólio e negociação de garantias reais para mitigar o risco.
Como a estratégia oferece baixa liquidez, a meta é a redução de apenas 20% da classe de Multimercado para aplicação em Capital Solutions, sendo que as alocações em Investimentos Alternativos não poderão ultrapassar 3% do patrimônio do perfil Moderado e 5% do Agressivo.