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Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Esse aviso encontrado em todas as lâminas ou explicações sobre investimentos é muito claro: o resultado que uma aplicação apresentou no mês anterior ou nos últimos meses e anos não, necessariamente, se repetirá no futuro. Isso porque nada garante que as condições (boas ou ruins) que levaram a esses desempenhos vão permanecer.
Ou seja, não é apenas olhando para trás que um participante deve decidir sobre a troca ou a manutenção de seu perfil de investimentos. As alterações constantes costumam gerar mais perdas do que ganhos. Para demonstrar essa afirmação na prática, a área de Investimentos da Visão Prev atualizou, em fevereiro deste ano, seu estudo estatístico sobre os resultados das últimas migrações.
O time de Investimentos analisou o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2021 que abrange nove campanhas de migração, além dos meses com escolhas avulsas dos participantes. O estudo avaliou uma amostra de 6.446 participantes com migrações no período.
O que o estudo demonstra
1• No período analisado*, os 5 perfis de investimentos da Visão Prev acumularam as seguintes rentabilidades*:
Super Conservador – 33,96%
Conservador – 55,66%
Moderado – 65,50%
Agressivo – 68,75%
Agressivo RF LP – 71,33%
* IPCA acumulado no período: 28,15%; CDI acumulado no período: 33,03%.
2• Esses resultados reafirmam a consistência de expectativa de retorno em relação ao risco. Durante o percurso, porém, podem ocorrer oscilações significativas, impactando as rentabilidades dos perfis. Essa já é uma reflexão importante a considerar no momento da escolha.
3• Dos 6.446 participantes que fizeram migrações no período:
65% (4.213 participantes) obtiveram retorno menor, por terem migrado de perfil, com retorno médio de 52,74%, o que corresponde a 84% do retorno original, também inferior ao acumulado em 4 dos 5 perfis.
35% (2.233 participantes) obtiveram retorno maior, por terem migrado de perfil, com retorno médio de 61,49%, o que corresponde a 114% do retorno original.
4• Do total de participantes que fizeram migrações no período:
209 tiveram desempenho médio de 29,36% – ou seja, menor do que o perfil com o menor retorno.
315 tiveram desempenho médio de 75,26% – ou seja, maior do que o perfil com o maior retorno.
5• Em uma simulação hipotética, a “pior combinação” – isto é, o caso de um participante que, equivocadamente em todas as campanhas, escolhesse o perfil que, no semestre seguinte, teria a pior performance – apresentaria um resultado de 22,87%. Sendo que:
16 participantes tiveram retorno igual ou menor do que a pior combinação: 18,13%.
6• Já a “melhor combinação” – isto é, o caso de um participante que conseguisse prever, em todas as campanhas, o perfil que no semestre seguinte apresentaria a melhor performance – alcançaria um resultado de 123,26%. Sendo que:
Nenhum participante teve retorno igual ou maior do que a melhor combinação.
7• Na amostra estudada:
O pior retorno foi de um participante com rentabilidade acumulada de 5,57%.
O melhor retorno foi de um participante com rentabilidade acumulada de 89,94%.
8• A média de retorno acumulado dos 5 perfis foi de 59,04%, sendo que:
3.659 participantes (57% do total) tiveram retorno médio de 48,61% – ou seja, inferior à média pelos perfis.
Veja, a seguir, o gráfico com os resultados alcançados e uma análise mais ampla dos números:
Portanto...
A recomendação é que os participantes façam uma autoanálise (há ferramentas para isso no site da Visão Prev como o teste de suitability, um questionário para identificar o perfil de investidor de cada pessoa) e se mantenham aderentes ao seu planejamento financeiro, suas características, perspectivas, predisposição e capacidade de assumir riscos. Se alguma dessas variáveis mudar, então, a alteração de perfil pode fazer sentido, mas é uma opção que deve ser sempre avaliada com atenção.
Confira abaixo um vídeo sobre os perfis de investimentos e como os recursos da Visão Prev estão alocados entre as diferentes classes de ativos.