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A evolução na gestão dos perfis de renda fixa

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Na Visão Prev, a gestão estratégica de investimentos tem como foco a geração de retorno real acima da inflação no longo prazo. Para atender às diferentes realidades e níveis de tolerância ao risco de seus mais de 23 mil participantes, a entidade oferece cinco perfis de investimentos: Super Conservador, Conservador, Moderado, Agressivo e Agressivo Renda Fixa Longo Prazo. Cada carteira tem riscos específicos de acordo com seus objetivos, tipos de ativos, benchmarks e perspectivas de retorno.

 

Anualmente, o corpo técnico e as instâncias de governança da Visão Prev revisam as Políticas de Investimentos de todos os perfis durante o segundo semestre. Esse processo tem como base inúmeros dados e modelos matemáticos para identificar cenários e oportunidades com foco na seleção de ativos que otimizem a relação entre risco e retorno.

 

Nesse cenário, vale conhecer um pouco melhor como as decisões tomadas pelos gestores impactam os resultados e os riscos das carteiras com uma análise dos perfis Conservador e Agressivo Renda Fixa Longo Prazo*. Esses dois perfis passaram por uma importante evolução entre as Políticas de Investimentos vigentes de 2019 e 2026.

 

A avaliação histórica desse período revela como decisões de alocação e diversificação de ativos reduziram riscos de mercado e preservaram o patrimônio dos investidores. O principal componente desses perfis são as Notas do Tesouro Nacional, Série B (NTN-Bs), títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional com rentabilidade composta pela variação do IPCA + um prêmio de juros.

 

* Os movimentos mencionados nessa análise refletem-se nas parcelas de renda fixa dos perfis Moderado e Agressivo que também realizam alocações em outras classes de ativos como renda variável local e investimentos no exterior. O perfil Super Conservador, por sua vez, mantém desde sua criação exposição exclusiva ao CDI/Selic. Todos os perfis (exceto o plano Mais Visão) também têm alocação no Programa de Empréstimos da entidade.

 

O cenário em 2019

Até a Política de Investimentos de 2019, os dois perfis tinham alocação concentrada em índices de títulos públicos atrelados à inflação:

  • Conservador:  90% no índice IMA-B5 (composto por NTN-Bs com vencimento em até cinco anos).
  • Agressivo Renda Fixa Longo Prazo:  95% no índice IMA-B5+ (composto por NTN-Bs com vencimento acima de cinco anos).

Naquele momento, o cenário econômico brasileiro apresentava taxas de juros em patamares historicamente baixos, com os prêmios (juros) oferecidos ficassem abaixo de 4% ao ano. Diante desse quadro, a área de Investimentos identificou um risco de assimetria negativa, visto que o potencial de valorização adicional das NTN-Bs era limitado.

O que mudou

Para mitigar o risco de perda patrimonial decorrente de uma eventual alta de juros, a Visão Prev reduziu a exposição aos índices IMA-B5 e IMA-B5+ e direcionou os recursos para duas frentes complementares:

  • Aumento em CDI/Selic: A parcela pós-fixada foi ampliada para conferir maior liquidez e menor exposição à oscilação das taxas de mercado.
  • Inclusão de Crédito Privado: Para elevar o potencial de retorno da parcela pós-fixada, foram adicionados papéis de dívida corporativa e de instituições financeiras de primeira linha. A seleção restringiu-se a emissores com classificação de risco (rating) superior a AA-, assegurando alta qualidade de crédito e baixo risco de inadimplência.

Com isso, na Política de Investimentos vigente em 2020, a exposição passou a apresentar a seguinte configuração:

Atualmente (Política válida em 2026), a parcela de renda fixa e a composição alvo desses perfis é essa:

Desde a Política de Investimentos de 2025, foi incluído o IMA-B5 na parcela de curto prazo do Perfil Agressivo RF LP, em função de estudos internos que apontaram que a relação risco e retorno dessa combinação é melhor no longo prazo.

Resultados práticos

A eficácia da alteração estratégica pode ser percebida pelo acompanhamento das rentabilidades obtidas e por simulações dos retornos caso não houvesse sido realizada essa alteração no período de 31 de dezembro de 2019 a 30 de abril de 2026.

Nesse intervalo de mais de seis anos, o cenário macroeconômico mostra que o IPCA acumulado atingiu 42,78% e os prêmios das NTN-Bs oscilaram de patamares inferiores a 4% ao ano para níveis superiores a 7% anuais.

 

A simulação comprovou que, se a mudança de alocação não tivesse ocorrido, o desempenho financeiro teria sido inferior ao obtido pela nova estratégia que garantiu uma rentabilidade acumulada superior para os dois perfis.

 

Além do ganho nominal, o ajuste estrutural cumpriu seu principal objetivo de controle de risco. A volatilidade dos portfólios no período, medida pelo desvio padrão das rentabilidades, registrou redução consistente:

 

  • Mitigação de oscilações: A carteira diversificada apresentou variações diárias menores em comparação com o cenário simulado de alta concentração em índices IMA-B.
  • Eficiência de portfólio: A redução da volatilidade associada ao ganho de rentabilidade resultou em uma melhora na relação risco-retorno para os participantes.

 

Essa análise histórica demonstra, assim, a importância das avaliações técnicas da Visão Prev na construção da Política de Investimentos dos perfis. A evolução entre 2019 e 2026 indica que a revisão periódica das premissas macroeconômicas e a realocação estratégica de ativos são fundamentais para assegurar a consistência e a resiliência dos fundos previdenciários no longo prazo.

Para saber mais sobre os investimentos na Visão Prev, acompanhe a entrevista “A gestão dos investimentos hoje” com Gustavo de Castro Araujo, diretor de Investimentos e Finanças.

junho de 2026