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Se 2024 foi um ano de navegação em águas turbulentas, 2025 revelou-se um período de recomposição e, acima de tudo, de provar que uma boa estratégia de longo prazo é o único caminho seguro para alcançar os resultados previstos.
“Navegar por cenários tão diversos requer consistência. O que vimos em 2025 foi o resultado de segurar o leme firme quando tudo se apresentou incerto em períodos anteriores”, explica Marcelo Pezzutto, presidente da Visão Prev. Mesmo com alguns desafios imprevistos, a Visão Prev fechou 2025 com índices elevados de satisfação e saúde financeira robusta.
Na entrevista a seguir, Marcelo reforça a importância de “ver que os participantes reconhecem nossos esforços para contornar adversidades e assegurar entregas diferenciadas”. Confira como foi essa conversa:
Se você tivesse que descrever 2025 em uma palavra, qual seria essa palavra?
Os nossos resultados foram muito bons. Tanto do ponto de vista operacional quanto nos investimentos e em nossas entregas de forma geral.
Por isso, acho que consistência é o termo que eu usaria para resumir o ano para nós, na Visão Prev. Consistência no sentido de fazer bem o que precisa ser feito dentro do previsto. Isso nos prepara para o grande desafio que teremos em 2026 com a implantação de uma nova plataforma sistêmica, na qual estamos trabalhando há quase quatro anos em parceria com uma empresa de tecnologia. Essa mudança deverá representar um salto de qualidade muito expressivo.
A perspectiva para 2025 era de um ano menos turbulento do que os anteriores. Essa expectativa se concretizou?
Na verdade, 2025 acabou sendo um período de recuperação das dificuldades dos anos anteriores. Por exemplo, o Ibovespa acumulado em 2024 foi – 10,34 e, em 2025, o índice alcançou a marca de +33,95%.
Precisamos olhar para 2025 sem deixar 2024 de lado. As coisas acontecem de forma cíclica em vários aspectos e, por isso, a consistência é tão importante. Na verdade, com todas as questões internas e externas que impactam a economia, aquele “céu de brigadeiro”, sem turbulências, é uma ideia cada vez mais distante. Por essa razão, precisamos estar bem preparados para uma boa retomada em anos menos adversos, como fizemos em 2025.
Isso nos dá um bom fôlego para 2026 que, como eu disse, deverá ser um ano agitado, tanto no cenário nacional (com as eleições) quanto no internacional (com o acirramento de questões geopolíticas).
E como foram os resultados do ano?
Volto aqui na questão da consistência. É comum recebermos questionamentos do tipo: se a Bolsa caiu 10%, por que vocês não reduzem a exposição nesse segmento? Repetimos sempre que temos cinco perfis de investimentos justamente para que as alocações sejam diversificadas e possam se adequar ao nível de risco e volatilidade aceitáveis para diferentes tipos de participantes. É claro que operamos com margens de alocação ajustadas de acordo com os cenários, mas não podemos alterar as características dos perfis. O ano de 2025 ilustrou claramente essa premissa: se não tivéssemos consistência nesse aspecto, teríamos perdido boa parte do aumento expressivo do Ibovespa durante o ano.
Uma decisão valiosa do Comitê de Investimentos foi a de criar triggers (gatilhos) para que pudéssemos aumentar ou reduzir a exposição, de forma tática, nos vários mercados, sempre dentro das margens estabelecidas para cada classe de ativos nos perfis. Estabelecemos, assim, patamares para compra ou venda, visando usar as oscilações dos mercados a nosso favor: cai muito, compramos; sobe muito, vendemos. Obtivemos resultados importantes para os perfis Moderado e Agressivo por conta dessa estratégia, mas é sempre bom destacar a necessidade de não isolar os dados de 2025. Por esse motivo, divulgamos também os resultados acumulados em 36 e 60 meses.
Para saber mais sobre o desempenho dos planos e perfis em 2025, assista à live apresentada por Marcelo Pezzutto e Gustavo Araujo, diretor de Investimentos e Finanças.
2025 trouxe algum desafio específico?
Sim, um desafio muito grande. Em março, foi publicada a Medida Provisória 1.292 que, em julho, se transformou na Lei Complementar 10.820, trazendo mudanças significativas para a oferta de crédito consignado aos trabalhadores com carteira assinada (CLT). As novas regras determinaram que as operações de crédito consignado passassem a ser realizadas exclusivamente por meio de uma plataforma digital criada pelo governo federal, na qual apenas instituições financeiras podem se cadastrar. Essa decisão não considerou as entidades de previdência complementar e as cooperativas de crédito. Por motivos de segurança, infelizmente, fomos obrigados a suspender novos empréstimos para os participantes ativos. Seguimos trabalhando para que haja a adequação dos requisitos e possamos, assim, operar na nova plataforma e retomar esse benefício.
Estamos também nos dedicando a aprimorar o atendimento e a comunicação nos meios digitais, como site e aplicativo. A nova plataforma que vai ao ar neste ano irá responder a muitas demandas que recebemos de nossos participantes, criando um mundo novo, muito mais ágil e amigável.
Quais foram as conquistas mais marcantes do ano?
Sem dúvida, a superação da marca de R$ 9 bilhões de patrimônio, em junho, foi um fato muito relevante e fechamos o ano com R$ 9,3 bilhões. Ou seja, estamos caminhando a passos largos para chegar a R$ 10 bilhões. Esse patamar de recursos nos garante maior relevância no mercado e junto à Previc*, maior acesso a gestores diferenciados s e melhores taxas de administração.
Outro destaque foi a marca de R$ 100 milhões de patrimônio no plano Mais Visão em abril e R$ 117,5 milhões em dezembro. Em fevereiro, o plano conquistou sua autossuficiência (sete meses antes do exigido pela legislação), o que significa que suas receitas ultrapassam as despesas, permitindo a devolução dos recursos de outros planos usados para sua criação e manutenção nesse período.
Mantivemos nossas três certificações ISO (9001/Sistema de Gestão da Qualidade, 27001/Sistema de Gestão de Segurança da Informação e 27701/Gestão de Privacidade de Informações), o que nos assegura fluxos, normas e padrões coerentes e eficientes. Também mantivemos o Selo de Engajamento da Abrapp e o Great Place To Work que confirmam nosso empenho em oferecer um ambiente de trabalho saudável e produtivo.
Fechamos o ano com 110,58% de cobertura das seis metas estabelecidas pelo Conselho Deliberativo – três delas dizem respeito a Investimentos e as outras são ligadas à gestão de custos, crescimento das reservas do plano Mais Visão e Pesquisa de Satisfação. E, por fim, um aspecto essencial foi a consolidação de nossa participação institucional, seja em nosso terceiro mandato consecutivo no Conselho Deliberativo da Abrapp** ou junto ao Comitê de Fomento formado pela Previc*.
* Órgão do governo federal, vinculado ao Ministério da Previdência Social, responsável pelo licenciamento, orientação, supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. ** Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar.
Como foi receber os resultados da Pesquisa de Satisfação?
Uma grande alegria e uma responsabilidade ainda maior. Um índice de satisfação geral de 93,58% nos coloca muito próximos ao teto máximo. Vale destacar que, nas últimas quatro edições, tivemos índices acima de 90% – ou seja, mesmo em anos difíceis, contamos com o reconhecimento de nosso compromisso e da qualidade de nossas entregas.
Um dado significativo é que nosso NPS (probabilidade de recomendação da Visão Prev a amigos ou parentes) teve um aumento de 5,68 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O campo de excelência desse índice é acima de 75 e obtivemos 73,69, o que representa uma oportunidade de crescimento muito interessante.
A Visão Prev acaba de elaborar seu Planejamento Estratégico para o triênio 2025-2028. Quais os seus principais pontos?
Vale começar pelo Planejamento Estratégico que acabamos de fechar para o triênio 2022-2025. Nossas quatro prioridades eram aumentar a quantidade de participantes e as nossas reservas (sobretudo com o plano Mais Visão), mitigar riscos para as patrocinadoras (esse cuidado foi por conta dos casos de planos deficitários em outras entidades de previdência depois da pandemia) e educação financeira. Podemos dizer que esses objetivos foram alcançados com muita qualidade.
No triênio 2025-2028, mantivemos o foco na educação financeira e incluímos outros aspectos como tecnologia (visando o aperfeiçoamento da experiência dos participantes em nossos canais), melhoria do relacionamento com patrocinadoras e participantes (com o uso de IA generativa, por exemplo) e a continuidade da diversificação nos investimentos. Esperamos chegar ao final de 2028 com a mesma satisfação que tivemos frente aos resultados do triênio anterior. Nossos participantes podem ter certeza que estamos trabalhando para isso!
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