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Atendimento em Libras: inclusão é diretriz fundamental

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Empatia, respeito, integração. Esses três princípios estão por trás de mais uma iniciativa diferenciada da Visão Prev: oferecer atendimento ao vivo online com tradução simultânea em Libras. Isso mesmo! Desde outubro do ano passado, qualquer participante com deficiência auditiva pode agendar sua videochamada com a presença de um tradutor durante a ligação.

 

“A Visão Prev realmente entende o respeito à diversidade como parte essencial de sua atuação. Por isso, nos preocupamos em operar em um ambiente inclusivo, em todos os sentidos”, explica o diretor de Previdência da entidade, Guilherme Bittencourt. “O atendimento em Libras está alinhado com essa diretriz de atenção a necessidades especiais ou específicas, de forma inovadora e socialmente responsável.”

 

Como fazer?

Basta escolher o dia e o horário na ferramenta de agendamento do site da Visão Prev. Ao preencher os dados, conforme abaixo, indique que se trata de um atendimento em Libras:

Você também pode marcar o atendimento pelo WhatsApp, indicando que se trata de um atendimento em Libras, e aguardar a confirmação via e-mail com o link de acesso à videochamada pelo Microsoft Teams. Além de um dos profissionais da equipe de Relacionamento da entidade, o encontro terá a presença de um tradutor em Libras previamente selecionado para participar do atendimento com total confidencialidade, inclusive nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A plataforma Microsoft Teams está disponível para desktop e dispositivos móveis (Android e iOS) e possui recursos como PowerPoint, Word e Excel, permitindo o compartilhamento de documentos durante a conversa (clique videochamada para saber mais).

Excelente!

“Com a tradução em Libras, pude receber explicações acessíveis e esclarecedoras sobre todas as questões, garantindo um atendimento mais inclusivo e diverso. Eu me senti acolhida pela entidade e foi notável o interesse em resolver todas as minhas dúvidas de forma rápida e direta.” Taty Tanaka Horn Paciulo

Um pouco de história

Foram muitas as iniciativas para assegurar a comunicação com deficientes auditivos ao longo da história – algumas bem-sucedidas, outras nem tanto. Um dos principais marcos nesse percurso foi o abade francês Charles-Michel de l’Épée que, por volta de 1760, criou uma língua de sinais mais complexa e rica. Ele acreditava que era possível ensinar através da visão o que outros aprendem por meio da audição.

 

O salto de l’Épée foi agregar aos sinais utilizados terminações verbais, artigos e verbos auxiliares, ampliando a comunicação de modo substancial. Desde então, seu método se difundiu pelo mundo todo, sendo aperfeiçoado ao longo dos anos. Mas foi somente em 1966, com o médico americano Orin Cornett, que mais uma evolução fundamental ocorreu ao unir a leitura labial ao uso de sinais.

A Língua Brasileira de Sinais

Em 1856, a convite do imperador D. Pedro II, o conde francês Ernest Huet, que era deficiente auditivo, trouxe ao país a Língua de Sinais Francesa, estabelecendo a base para a formulação da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Sua difusão foi prejudicada, e até mesmo marginalizada, em função de uma decisão tomada no II Congresso Internacional de Educação dos Surdos, em 1880, que proibiu o uso de sinais na Europa, determinando que a educação dos deficientes auditivos deveria ocorrer somente por meio da oralização. Desde então, foram muitos avanços e retrocessos até a chegada da Lei nº 10.436, de 2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão.

Ao contrário da língua portuguesa da modalidade oral-auditiva, que tem a voz como canal, a Libras está diretamente ligada a movimentos e expressões faciais para ser compreendida pelo receptor da mensagem. Uma frase negativa, por exemplo, depende do movimento da cabeça, bem como uma pergunta está ligada à expressão de dúvida.

É interessante notar que as línguas de sinais não são universais. Cada país ou região possui estruturas específicas – muitas têm origem, assim como a brasileira, na Língua de Sinais Francesa, mas desenvolveram gramática e léxico próprios. Saiba mais no vídeo abaixo:

 

 

Surdo ou deficiente auditivo?

A Lei 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão, elaborada com base na Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, utiliza o termo pessoa com deficiência auditiva, seja ela oralizada (que se comunica através da língua falada) ou sinalizada (que se comunica por uma língua de sinais).  

A deficiência auditiva é a perda parcial ou total da capacidade de detectar sons, originada por má-formação ou lesão no aparelho auditivo. A surdez está relacionada à total ausência da audição.

 

Quer aprender Libras?

Cada vez mais, o uso de Libras está fazendo parte da realidade brasileira. Que tal você também entrar nesse movimento e aprender a se comunicar com pessoas que tenham deficiência auditiva? Não é preciso gastar nada para isso. Confira, aqui, uma lista com links de cursos gratuitos e acessíveis para todos:

Há também aplicativos disponíveis para os sistemas Android e iOS, tais como:

Encurtando distâncias

Outro esforço contínuo da Visão Prev visa encurtar a distância com seus participantes de todo o país. Além do atendimento por videochamada, têm sido promovidas lives sobre temas específicos, possibilitando a presença de pessoas dos mais diversos estados.

Esse foi o caso da live com os participantes do plano Telefônica BD, em outubro do ano passado, para apresentar e discutir a proposta de alteração do indexador do plano – clique aqui para saber mais sobre esse tema e aqui para assistir à gravação da live. Um deles foi o aposentado Sérgio Freire que assistiu ao encontro lá de Porto Velho (capital de Rondônia), onde reside.

Casado e pai de 3 filhos, Sérgio é engenheiro eletricista, graduado no Rio de Janeiro, com Especialização em Sistemas de Telecomunicações pelo INATEL – Instituto Nacional de Telecomunicações/MG. Ele participou diretamente do projeto e implantação de estações telefônicas, repetidoras e postos de serviço telefônico em seu estado.

“Quando entrei na TELERON, essa questão de fundo de previdência complementar era quase compulsória. Fazia parte do pacote de benefícios da empresa, ainda bem!”, lembra.

 “Confesso que, durante muito tempo, me senti distanciado da Visão Prev, mas a experiência do encontro virtual foi uma demonstração do empenho da entidade em se aproximar dos participantes, tornando sua gestão mais transparente, o que tende a aumentar a nossa confiança. Minha participação na live foi um verdadeiro ‘divisor de águas’ nessa convivência de tantos anos. Foi uma conversa ‘olho no olho’, clara, aberta e direta, sem uso de jargões ou termos que desconhecemos. Fiquei, de fato, muito bem impressionado com esse acolhimento!

janeiro de 2022

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